Dicas e Truques do Isolamento

 

São cada vez mais numerosos os procedimentos clínicos que requerem um isolamento adequado do campo. A necessidade de ter o controle das operações fez com que a barreira de borracha se tornasse, com o passar do tempo, denominador comum de diversos ramos da nossa profissão, principalmente se falarmos de endodontia, restaurações adesivas ou próteses.

Uma técnica bastante difundida, chamada B.O.P.T (Biologically Oriented Preparation Technique), prevê o preparo vertical do pilar natural para permitir a adaptação das mucosas aos perfis e formatos protéticos determinantes pelas restaurações, possibilitando, assim, estender o uso do preparo vertical também aos dentes não comprometidos de modo periodontal.

Assim, especialistas vêm buscando truques para posicionar corretamente a barreira de borracha durante os tratamentos canalares naqueles pilares preparados verticalmente, com paredes lisas, sem linhas e, portanto, bem desfavoráveis ao posicionamento e à estabilização de um gancho.

Para uma estabilização das barreiras eficiente, uma das soluções é o uso de atletas de composto Flowable, aplicada nos pilares. Mas muitos especialistas vêm utilizando o Vertise Flow Kerr, composto autoaderente, que não necessita de aderência nem de adesivo específico. Com o protocolo a seguir, é possível ter o nível de adesão ideal para a técnica de isolamento proposta:

 

Limpa-se o pilar com um instrumento sônico ou ultrassônico (com irrigação), para remover eventuais resíduos de cimentação e reativar os resíduos dentais. As pontas diamantadas sônicas são muito úteis para este propósito porque removem contemporaneamente também a primeiríssima camada de dentina esclerótica daquela porção de pilar que selecionamos para aplicar o material. 

Secar o pilar com ar por no mínimo 5 segundos.

. Injeta-se o Vertise no pilar e se deixa colar na gengiva até cobrí-la por 1 ou 2 milímetros; o importante é que fique em contato com a superfície dental por alguns segundos (de 5 a 10), para que o processo autoaderente comece, mas não se complete.

. Polimeriza-se por no mínimo 20 segundos, aproximando o máximo possível da ponta da lâmpada ao pilar.

. Repete-se o procedimento de acordo com o número de atletas a fazer.

. Posiciona-se a barreira que poderá deslizar no espaço virtual entre gengiva e composto dado pela resiliência da gengiva. Se necessário, preencheremos as lacunas entre barreira e pilar com a barreira líquida.

. No término do tratamento as atletas serão removidas com uma cureta ou uma espátula de Heidemann. Essa técnica encontra seu uso ideal onde existam coroas ou dentes saudáveis distais ao/aos pilar/pilares que podem servir para ancorar o gancho. 

 

 

Vantagens:

  • Evitar anestesias em pacientes com o único propósito de permitir o posicionamento de ganchos.
  • As gengivas em torno dos pilares não são traumatizadas pelo posicionamento dos ganchos e o seu processo de maturação não é interrompido.
  • É possível isolar mais pilares próximos entre si contemporaneamente.

Desvantagens:

  • Se deixado muito tempo, a remoção do Vertise Flow se dará apenas com uso de broca.

Advertências

  • Quando a superfície dental não é reativada com um instrumento sônico e/ou uma broca e se polimerizamos prematuramente (antes dos 5/10 segundos necessários para que o processo autoaderente comece), corremos o risco de que as atletas se soltem durante o posicionamento da barreira.

Via Dentista Hoje

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