Estudo sobre cimentação de implantes: resultado comparativo entre cimentos diferentes

Quando se fala de prótese cimentada, o aspecto que mais frequentemente se evidencia é a dificuldade de remover totalmente os excessos de cimento, com um possível dano aos tecidos peri-implantares. O estudo analisado mostra como é mais a natureza do cimento usado do que a presença de excessos a causar um acúmulo bacteriano, com consequente reação dos tecidos peri-implantares. Isso pode orientar o dentista a optar pelo uso da prótese cimentada com o tipo de cimento que menos favoreça o acúmulo de patogênicos.

Um grupo com 38 pacientes teve amostras de tecido peri-implantar.

15 pacientes teve a estrutura cimentada com cimento de óxido de zinco eugenol (Temp Bond, TB)

23 pacientes com cimento metacrilato (PIC)

Resultado: foi detectado excesso de cimento e supuração. Em nenhuma das coroas cimentadas com TB nos implantes foram detectados com cimentos em excesso ou supuração.

Em 14 (61%) das coroas cimentadas com PIC foram encontrados excesso de cimento.

Das coroas cimentadas com PIC nos implantes, 33% resultaram sem excesso de cimento. Todo o restante com excesso foi constatado supuração.

Na análise taxonômica das amostras microbianas, foi detectado um acúmulo de agentes patológicos orais em pacientes com coroas cimentadas com PIC, independente da presença com cimento em excesso.

A importância da natureza do cimento utilizado é maior do que o excesso ou não no quesito acúmulo bacteriano.

A qualidade da distribuição de forças e componentes dos implantes evita tensões nos tecidos ósseos.

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